1- Quero-te não po quem és, mas por quem sou quando estou contigo.
2- Ninguém merece as tua lágrimas e quem as merece não te fará chorar.
3- Só porque alguém não te ama como tu queres, não significa que não te ame com toda a sua alma.
4- Um verdadeiro amigo é aquele que pega na tua mão e te toca o coração.
5- A pior forma de se sentir a falta de uma pessoa é estar sentada ao seu lado e saber que nunca a vais poder ter.
6-Nunca deixes de sorrir, nem sequer quando estás triste porque nunca sabes quem se poderá apaixonar pelo teu sorriso.
7- Podes ser simplesmente uma pessoa para o mundo, mas para alguém o mundo és tu.
8- Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.
9- Quem sabe Deus quer que conheças muita gente errada antes de conheceres a pessoa certa, para que quando finalmente a conheceres, saibas estar agradecido.
10- Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu.
11- Haverá sempre quem te desiluda, assim o que tens de fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes.
12- Naõ te esforces tanto, as melhores coisas acontecem quando menso esperas.
Gabriel Garcia Márquez
Porque nos blogs falamos daquilo que tem importância, durante algum tempo, falava dos sentimentos e coisas que lia. A vida muda e o facto de ter que adaptar-me à vida e às suas mudanças, agora vou partilhar aquilo que tenho feito para adaptar-me à minha vida de poupança. O titulo continua a adaptar-se. Picar o Porco que Dorme é largar as atitudes amorfas.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
As casas e os quartos estão repletos de perfumes,as prateleiras estão repletas de perfumes,
Eu próprio aspiro essa fragância, conheço-a e gosto dela,
Eu próprio dela poderia embriagar-me, mas não o pemitirei.
A atmosfera não é um perfume, não sabe a emanação alguma, é inodora,
Para sempre ficará na minha boca, por ela me apaixonei,
Irei ao rio junto ao bosque e despojar-me-ei de disfarces e roupas,
Estou louco por entrar em contacto com ela.
O fumo da minha própria respiração,
Ecos, ondulações, murmúrios e sussurros, raiz do amor, fio de seda, forquilha e vide,
A minha respiração e inspiração, o bater do coração, o sangue e o ar que passam pelos meus pulmões,
O odor das folhas verdes e das folhas secas,da praia e das rochas escuras do mar, e do feno no celeiro,
O som das palavras que a minha voz atira aos remoinhos do vento,
Alguns beijos leves, alguns abraços, os braços à volta de um corpo.
O jogo de luz e sombra nas árvores com os dóceis ramos balouçando,
O prazer de estar só ou no tumulto das ruas, ou pelos campos e colinas,
A sensação de saúde, os gorjeios do grande meio-dia, o meu canto ao levantar-me da cama e encontrar o sol.
Achas que mil acres são muito? Achas que a Terra é muita?
Praticaste o necessário para aprender a ler?
Sentiste-te orgulhoso por captar o sentido dos poemas?
Fica comigo este dia e esta noite e possuirás a origem de todos od poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol ( há milhões de sóis),
Não terás coisas em segunda ou terceira mão, nem verás pelos olhos dos mortos,nem te alimentarás dos espectros dos livros,
Nem através dos meus olhos verás, nem de mim terás as coisas,
Escutarás tudo e todos e tudo em ti ficará.
Walt Whitman
Eu próprio aspiro essa fragância, conheço-a e gosto dela,
Eu próprio dela poderia embriagar-me, mas não o pemitirei.
A atmosfera não é um perfume, não sabe a emanação alguma, é inodora,
Para sempre ficará na minha boca, por ela me apaixonei,
Irei ao rio junto ao bosque e despojar-me-ei de disfarces e roupas,
Estou louco por entrar em contacto com ela.
O fumo da minha própria respiração,
Ecos, ondulações, murmúrios e sussurros, raiz do amor, fio de seda, forquilha e vide,
A minha respiração e inspiração, o bater do coração, o sangue e o ar que passam pelos meus pulmões,
O odor das folhas verdes e das folhas secas,da praia e das rochas escuras do mar, e do feno no celeiro,
O som das palavras que a minha voz atira aos remoinhos do vento,
Alguns beijos leves, alguns abraços, os braços à volta de um corpo.
O jogo de luz e sombra nas árvores com os dóceis ramos balouçando,
O prazer de estar só ou no tumulto das ruas, ou pelos campos e colinas,
A sensação de saúde, os gorjeios do grande meio-dia, o meu canto ao levantar-me da cama e encontrar o sol.
Achas que mil acres são muito? Achas que a Terra é muita?
Praticaste o necessário para aprender a ler?
Sentiste-te orgulhoso por captar o sentido dos poemas?
Fica comigo este dia e esta noite e possuirás a origem de todos od poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol ( há milhões de sóis),
Não terás coisas em segunda ou terceira mão, nem verás pelos olhos dos mortos,nem te alimentarás dos espectros dos livros,
Nem através dos meus olhos verás, nem de mim terás as coisas,
Escutarás tudo e todos e tudo em ti ficará.
Walt Whitman
quarta-feira, 6 de abril de 2011
(...)
Não. O que disseste à pouco, compreendes. Sobre sabermos onde estamos.
Ele fitou-a. Ao fim de algum tempo,disse: A questão não é sabermos onde estamos. A questão é pensarmos que chegámos a esse lugar sem levarmos nada connosco. As tuas ideias sobre começar de novo. As tuas ou as de qualquer outra pessoa. Ninguém começa de novo. Eis o fundo da questão. cada passo que damos é definitivo. Não o podemos apagar. Nem um bocadinho. Percebes o que estou a dizer?
Acho que sim.
Eu sei que não estás a perceber, mas deixa-me tentar mais uma vez. Tu pensas que, quando acordas de manhã, o dia de ontem não conta. Mas o dia de ontem é tudo o que realmente interessa. Que mais existe? a tua vida é feita dos dias que a compõem. Nada mais. talvez julgasses que podias fugir e mudar de nome e não sei mais o quê. Começar de novo. Até que, certa manhã, acordas e olhas para o tecto e adivinha quem ali está estendido?
Ela assentiu com a cabeça.
Percebes o que eu estou a dizer?
Percebo, sim. Já passei por isso.
Pois, eu sei.
(...)
in Este País Não é Para Velhos Cormac McCarthy
Não. O que disseste à pouco, compreendes. Sobre sabermos onde estamos.
Ele fitou-a. Ao fim de algum tempo,disse: A questão não é sabermos onde estamos. A questão é pensarmos que chegámos a esse lugar sem levarmos nada connosco. As tuas ideias sobre começar de novo. As tuas ou as de qualquer outra pessoa. Ninguém começa de novo. Eis o fundo da questão. cada passo que damos é definitivo. Não o podemos apagar. Nem um bocadinho. Percebes o que estou a dizer?
Acho que sim.
Eu sei que não estás a perceber, mas deixa-me tentar mais uma vez. Tu pensas que, quando acordas de manhã, o dia de ontem não conta. Mas o dia de ontem é tudo o que realmente interessa. Que mais existe? a tua vida é feita dos dias que a compõem. Nada mais. talvez julgasses que podias fugir e mudar de nome e não sei mais o quê. Começar de novo. Até que, certa manhã, acordas e olhas para o tecto e adivinha quem ali está estendido?
Ela assentiu com a cabeça.
Percebes o que eu estou a dizer?
Percebo, sim. Já passei por isso.
Pois, eu sei.
(...)
in Este País Não é Para Velhos Cormac McCarthy
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Mudemos de Assunto
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
domingo, 3 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Amo-te
Por todas as mulheres que eu não conheci te amo
Amo-te por todos os tempos que não vivi
Pelo cheiro a mar alto e pão quente
Pela neve que funde para as primeiras flores
Pelos animais puros que o homem não assusta
Para amar gosto de ti e faço amor
Amo-te por todas as mulheres de que não gosto
Quem me reflecte se não fores tu vejo tão pouco
Sem ti tudo o que vejo é uma extensão deserta
Entre outrora hora e agora
Houve todas essa mortes porque passei miserável
Não consegui prescrutar a parede do espelho que me reflecte
Tive de aprender a vida palavra após palavra
Como quem se esquece
Gosto de ti pelo teu bom senso que não é o meu
Por seres saudável
Gosto de ti contra o que não passa de d'ilusão
Por esse coração imortal que não detenho
Tu imaginas ser a dúvida e és só a razão
Tu és o grande sol que me sobe à cabeça
Quando a confiança em mim não falha em mim.
Paul Éluard
Amo-te por todos os tempos que não vivi
Pelo cheiro a mar alto e pão quente
Pela neve que funde para as primeiras flores
Pelos animais puros que o homem não assusta
Para amar gosto de ti e faço amor
Amo-te por todas as mulheres de que não gosto
Quem me reflecte se não fores tu vejo tão pouco
Sem ti tudo o que vejo é uma extensão deserta
Entre outrora hora e agora
Houve todas essa mortes porque passei miserável
Não consegui prescrutar a parede do espelho que me reflecte
Tive de aprender a vida palavra após palavra
Como quem se esquece
Gosto de ti pelo teu bom senso que não é o meu
Por seres saudável
Gosto de ti contra o que não passa de d'ilusão
Por esse coração imortal que não detenho
Tu imaginas ser a dúvida e és só a razão
Tu és o grande sol que me sobe à cabeça
Quando a confiança em mim não falha em mim.
Paul Éluard
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