Abraçar a sua solidão é entender-se consigo próprio. E este trabalho, cada um tem de fazer individualmente. Quando eu, para não fazer esse trabalho de autoconhecimento, tento encontrar a resposta noutra pessoa, dificilmente viverei um amor verdadeiro, porque estou apenas a tentar tapar um buraco meu, pessoal, através do outro. Pessoalmente, acho perigosos ir buscar outra pessoa para tapar um buraco meu. Não sei qual é a diferença entre isso e roubar carteiras no metro. Uma relação de amor verdadeira ajuda a dar sentdo aos nossos medos e às nossas necessidade de crescimento e a vivê-los de uma forma não angustiada. O verdadeiro amor torna-se capaz de caminhar sobre os seus próprios pés. Não alimenta uma depêndencia.
Quando falo disto, vem-me muito à mente a imagem de uma ponte em que cada lado se mantém amparado apenas no outro lado.Não pode ser. cada lado tem de estar bem firme no seu próprio pilar para depois se poder fazer um tabuleiro de ligação. Quando cada um dos lados se ampara no outo, surgem as dependências, que é aldo muito parecido com o amor, mas que de facto é o seu oposto. E nesse plano dizem-se coisas como: « Eu amo-a muito, porque não posso viver sem ela» Mas, como dizia um rapaz que conheço: « Não posso viver sem ti não é a definição de amor, é a definição de pacemaker.»
Padre Nuno Tomar de Lemos
Porque nos blogs falamos daquilo que tem importância, durante algum tempo, falava dos sentimentos e coisas que lia. A vida muda e o facto de ter que adaptar-me à vida e às suas mudanças, agora vou partilhar aquilo que tenho feito para adaptar-me à minha vida de poupança. O titulo continua a adaptar-se. Picar o Porco que Dorme é largar as atitudes amorfas.
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Gosto...
Gosto do sol e do calor.
Gosto de caminhar pela praia e sentir os pés a afundarem-se na areia.
Gosto de caminhar à beira mar enquanto falo sobre a vida.
Gosto do som das gargalhas.
Gosto da banda sonora do meu carro e cantar a plenos pulmões enquanto conduzo.
Gosto de cumplicidades.
Gosto de chorar de tanto rir.
Gosto de estar num sitio, com várias pessoas, mas que exista uma em que basta um olhar, em que saibamos o que pensamos ou sentimos, sem necessidade de verbalizações.
Gosto de conduzir.
Gosto de andar em transportes publicos que me permitam ler.
Gosto de estar deitada na minha cama e olhar para os meus livros e recordar-me do momento em que li cada um deles, o que estava a acontecer na minha vida, em um detreminado momento e das sensações que me transmitiram.
Gosto de ir sozinha ao cinema.
Gosto dos filmes que me fazem pensar.
Gosto do silêncio e das pessoas com as quais não me sinto incomodada com o mesmo.
Gosto de um abraço que me faça sentir segura.
Gosto de não fazer nada ao Domingo e gosto de quem partilha o mesmo gosto que eu.
Gosto de pessoas, com principios, ideias, que se preocupam em não magoar os outros.
Gosto de pessoas que gostam de livros.
Gosto de Homens intelectualmente estimulantes, em detrimento dos homens fisicamente interessantes.
Gosto de reflectir sobre a vida e os comportamentos.
Gosto das tardes de Primavera em que os dias são maiores.
Gosto do cheiro dos livros novos.
Gosto de comprar livros na feira da ladra, imaginar a história dos antigos donos, o que sentiram quando leram o livro e em que o mesmo contribuiu para a sua vida.
Gosto de rir alto, quando tenho vontade.
Gosto de pensar no passado e sonhar com o futuro.
Gosto de Gostar...
Gosto de caminhar pela praia e sentir os pés a afundarem-se na areia.
Gosto de caminhar à beira mar enquanto falo sobre a vida.
Gosto do som das gargalhas.
Gosto da banda sonora do meu carro e cantar a plenos pulmões enquanto conduzo.
Gosto de cumplicidades.
Gosto de chorar de tanto rir.
Gosto de estar num sitio, com várias pessoas, mas que exista uma em que basta um olhar, em que saibamos o que pensamos ou sentimos, sem necessidade de verbalizações.
Gosto de conduzir.
Gosto de andar em transportes publicos que me permitam ler.
Gosto de estar deitada na minha cama e olhar para os meus livros e recordar-me do momento em que li cada um deles, o que estava a acontecer na minha vida, em um detreminado momento e das sensações que me transmitiram.
Gosto de ir sozinha ao cinema.
Gosto dos filmes que me fazem pensar.
Gosto do silêncio e das pessoas com as quais não me sinto incomodada com o mesmo.
Gosto de um abraço que me faça sentir segura.
Gosto de não fazer nada ao Domingo e gosto de quem partilha o mesmo gosto que eu.
Gosto de pessoas, com principios, ideias, que se preocupam em não magoar os outros.
Gosto de pessoas que gostam de livros.
Gosto de Homens intelectualmente estimulantes, em detrimento dos homens fisicamente interessantes.
Gosto de reflectir sobre a vida e os comportamentos.
Gosto das tardes de Primavera em que os dias são maiores.
Gosto do cheiro dos livros novos.
Gosto de comprar livros na feira da ladra, imaginar a história dos antigos donos, o que sentiram quando leram o livro e em que o mesmo contribuiu para a sua vida.
Gosto de rir alto, quando tenho vontade.
Gosto de pensar no passado e sonhar com o futuro.
Gosto de Gostar...
E Não se Pode Matá-los?
A violência pode atingir-nos explosivamente, fisicamente,directamente. Mas pode também increver-se nas nossas vidas, nos nossos imaginários, no nosso quotidiano através de mil imagnes subtis de que não tomamos consciência a não ser quando a sua acumulação atinge um ponto de efervescência que domina todos os gestos, pensamentos atitudes.
É uma peça sobre a violência no qoutiniano, no espaço doméstico, no círculo familiar. Mas a familia funciona aqui como microcosmos de um mundo mais vasto, que é o mundo onde vivemos. A peça transforma-se numa leitura clinica dos sintomas da violênciana sociedade contemporânea a partir das pequenas células individuais e colectivas: as relações familiares, os gestos fragmentados de uma sociedade que se persegue a si própria, os sonhos de heroicidades recalcadas, os rituais educativos, o fervor religioso, os passatempos sociais, os mitos desenhados das simbólicas dos media e os shows telivisivos encenam nesta peça a violência que se respira na pele, na atmosfera, nos espaços urbanos, nos inconscientes mais intimos.
Esta peça é, ao mesmo tempo um drama e uma comédia. Uma sátira e uma tragédia . O seu humor é um humor corrosivo. Faz explodir um riso que nos rasga por dentro. Que nasce de um ácido que a sociedade destila e que desliza, quase imperceptível, no tecto, nas paredes e nos soalhos das casas que habitamos.
Parece banda desenhada. Mas não é. É a vida.
A nossa vida quotidiana.
João Maria André
É bom rirmo-nos de nós próprios, é terrível ou benéfico.
É fácil falar dos outros, é fácil dizer que há uma crise económica, mas nada é verdade.
A crise, é uma crise de valores, a corrupção, a especulação, a violência tanto no quotidiano como na familia, não são mais do que um passo para aceitarmos que somos bárbaros.
Temos que aprender, urgentemente, a renascer.
O medo está instalado na nossa sociedade. As pessoas mais idosas vêm ao teatro às matinées porque têm medo de sair à noite.
Quando o medo se instala na sociedade, é perigoso. Quando não há respeito ou amor pelo outro, significa que estmos em queda.
É preciso aprender a renascer.
Uma das funções do Teatro é inquietar e alertar.
Viver é maravilhoso, mas incomoda.
É bom rirmo-nos de nós próprios.
João Mota
Aconselho vivamente a peça, que está na Comuna até dia três de Abril.
Mesmo para os mais pragmáticos, que utilizam os valores astronómicos de uma ida ao teatro, como ouvi hoje numa esplanada.
- Duas pessoas irem ao teatro,com um jantar não fica em menos de 80 euros!
- Mas agora, nos centros comercias, podemos ir ao Cinema e jantar por 9 euros- respondia a amiga.
Surpreendemente eu fui ao Teatro e jantei com os mesmos 9 euros, senão vejamos: Bifana- 2 euros
Imperial: 0.90
Café: 0.55;
Bilhete de Teatro: 5 euros( à quarta e à quinta é o preço do bilhete na Comuna), com a vantagem de não estar fechada num centro comercial...
Sou tão mais rica por ter visto esta peça...
É uma peça sobre a violência no qoutiniano, no espaço doméstico, no círculo familiar. Mas a familia funciona aqui como microcosmos de um mundo mais vasto, que é o mundo onde vivemos. A peça transforma-se numa leitura clinica dos sintomas da violênciana sociedade contemporânea a partir das pequenas células individuais e colectivas: as relações familiares, os gestos fragmentados de uma sociedade que se persegue a si própria, os sonhos de heroicidades recalcadas, os rituais educativos, o fervor religioso, os passatempos sociais, os mitos desenhados das simbólicas dos media e os shows telivisivos encenam nesta peça a violência que se respira na pele, na atmosfera, nos espaços urbanos, nos inconscientes mais intimos.
Esta peça é, ao mesmo tempo um drama e uma comédia. Uma sátira e uma tragédia . O seu humor é um humor corrosivo. Faz explodir um riso que nos rasga por dentro. Que nasce de um ácido que a sociedade destila e que desliza, quase imperceptível, no tecto, nas paredes e nos soalhos das casas que habitamos.
Parece banda desenhada. Mas não é. É a vida.
A nossa vida quotidiana.
João Maria André
É bom rirmo-nos de nós próprios, é terrível ou benéfico.
É fácil falar dos outros, é fácil dizer que há uma crise económica, mas nada é verdade.
A crise, é uma crise de valores, a corrupção, a especulação, a violência tanto no quotidiano como na familia, não são mais do que um passo para aceitarmos que somos bárbaros.
Temos que aprender, urgentemente, a renascer.
O medo está instalado na nossa sociedade. As pessoas mais idosas vêm ao teatro às matinées porque têm medo de sair à noite.
Quando o medo se instala na sociedade, é perigoso. Quando não há respeito ou amor pelo outro, significa que estmos em queda.
É preciso aprender a renascer.
Uma das funções do Teatro é inquietar e alertar.
Viver é maravilhoso, mas incomoda.
É bom rirmo-nos de nós próprios.
João Mota
Aconselho vivamente a peça, que está na Comuna até dia três de Abril.
Mesmo para os mais pragmáticos, que utilizam os valores astronómicos de uma ida ao teatro, como ouvi hoje numa esplanada.
- Duas pessoas irem ao teatro,com um jantar não fica em menos de 80 euros!
- Mas agora, nos centros comercias, podemos ir ao Cinema e jantar por 9 euros- respondia a amiga.
Surpreendemente eu fui ao Teatro e jantei com os mesmos 9 euros, senão vejamos: Bifana- 2 euros
Imperial: 0.90
Café: 0.55;
Bilhete de Teatro: 5 euros( à quarta e à quinta é o preço do bilhete na Comuna), com a vantagem de não estar fechada num centro comercial...
Sou tão mais rica por ter visto esta peça...
quinta-feira, 24 de março de 2011
Uma dedicatória para não esquecer
Os meninos que me perdoem por dedicar este livro a uma pessoa grande.Mas tenho uma desculpade peso: essa pessoa grande é o melhor amigo que tenho no mundo inteiro. E tenho outra desculpa : essa pessoa grande é capaz de perceber tudo, mesmo os livros para crianças. E tenho outra desculpa, a terceira: essa pessoa grande mora em França e em França passa fome e passa frio. Bem precisa de ser consolada. Mas se todas estas desculpas não chegarem, então, gostava de dedicar este livro à criança que cada pessoa grande já foi. Porque todas as pessoas grandes já foram crianças. ( Há é poucas que se lembrem disso.) Portanto, a minha dedicatória vai passar a ser assim:
Para Léon Werth quando ele era pequeno.
Antoine Saint- Exupéry
E há forma mais doce de nos obrigar a não esquecer?
Para Léon Werth quando ele era pequeno.
Antoine Saint- Exupéry
E há forma mais doce de nos obrigar a não esquecer?
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